Dona Lolla ou Lolitta

Oscar Wilde já dizia que para um homem lhe dizer toda a verdade, ele precisará de uma máscara. A minha chamo-la docemente de Lolitta e seus variantes (Lolitta, quando apaixonada; Lola, a maior parte do tempo; Lolinha, quando menina; Dona Lolla, quando não há força).

Um apelido que sugiu do nada, poucos ainda me chamam de Lolitta ou Lolinha, Lolitta com dois T’s para lubridiar o msn que não aceitava algo que soasse como pedofilia no MySpace, não que eu tenha muitas entradas lá ou que eu seja do tipo ninfeta. Nunca fui ninfeta! Aliás, a minha relação com sexo, nem Freud explica.

Mas eu me identifico demais com a Lolita, ela é uma peste de garota, o que eu, tão pacata, sempre quis ser, e esse meu jeito de quem veio do interior, nunca me deixou, até que eu conhecesse a “Samantha”. Ela, como posso dizer, aflorou o lírio que resistia em brotar. Assim, essa foi minha primeira fase do meu amadurecimento.

Não irei me alongar nas demais, somente a última me importa agora. Quando eu decidi sair do círculo de convivência e ir para a Avenida dos meus sonhos, no prédio que estava a faculdade dos meus sonhos e, agora, eu estou entre fazer o que eu amo e fazer o que meus pais adorariam que eu fizesse. Talvez, a fase mais difícil da minha vida.

Publicar um comentário